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Ecos

domingo, 1 de dezembro de 2013
Dia desses eu estava me questionando sobre como no cinema e em novelas são representadas as lembranças. Quando um personagem põe-se a pensar, entra uma cena com coloração ou efeito diferente para destacar que a imagem se trata de um pensamento. É também colocado um eco na voz dos personagens que falam. Eu me questionava sobre esse eco: não pensamos com eco; quando penso, não me ouço assim: EU Eu eu SOU SOu Sou... Porém minhas questões foram respondidas quando eu pensei mais (e sem eco). Tanto a literatura, como o audiovisual (e outras linguagens) podem e jogam com representações do real, e não o real em si. Na literatura, sabemos que um personagem está pensando porque o narrador nos diz isso. Já no audiovisual, a câmera e os sons é que fazem esse papel.
- Mas por que o eco? - Eu me perguntava.
Imagem: http://www.downloadswallpapers.com

A resposta veio assim: a lembrança, no real, é um eco de algo vivido. Lembramos das situações que ocorreram e presenciamos. Desta forma, sua representação no audiovisual não é apenas um recurso desta linguagem, mas representa o próprio pensamento como eco de um passado.
Interessante isso, não é? Às vezes, quando lembro de algo que aconteceu comigo a bastante tempo, não ouço nada reverberando, mas consigo ver imagens estáticas, aparecendo quadro-a-quadro. Não vejo tudo, pois muita coisa se perde com o tempo, mas consigo sentir algumas sensações e até lembrar de alguns cheiros, coisas de infância, misturando coisas reais com fantasias. Percebo então que até o meu pensamento é uma representação, um eco de minha vida.
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