A mulher que não falava - capítulo oito

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014
Seu amigo Paulo

Você já parou para pensar na sua vida? Nas pessoas que estão com você? Quanto tempo você as conhece? Pedro e Paulo se conheciam desde o colegial. A amizade dos dois começou como muitas outras amizades começam. Dizem que os opostos se atraem e assim aconteceu com os dois. É claro que tinha muita coisa em comum, mas ao contrário de Pedro, Paulo era mais extrovertido, não tinha vergonha de falar o que pensava. Por esse motivo, foi várias vezes à diretoria por responder mal aos professores. Alguns deles até questionava a amizade dos dois.
- Como é que pode, um tão quieto e estudioso, com amizade com um que não faz a tarefa e fica de conversa paralela.
O que esses professores não sabiam era que a amizade dos dois era tão forte que não importavam essas diferenças e que toda essas relatadas malícias de Paulo fazia bem para Pedro. Pedro se tornou o que foi graças a essa amizade.
Retomando às perguntas iniciais, você ainda lembra de seus amigos? Direta e indiretamente, nossas amizades nos moldam e influenciam no que nos tornamos. As pessoas que passam por nossa vida fazem diferença. Marcam época. Isso é bom, é ótimo poder olhar pra trás e dizer:
- Ah, esse é o Douglas, meu grande amigão da sexta e sétima série!
Essa era a relação entre Pedro e Paulo. A amizade dos dois nunca morreria. Mesmo agora, com a morte de Pedro, eles seriam amigos pela eternidade.
Como os parentes de Pedro moravam em outro país e não foram localizados, Paulo se encarregou de cuidar do velório. Neste dia, apenas ele e sua noiva compareceram à despedida de seu amigo. O salão era grande e o caixão estava no meio. Era escuro e tinha a tampa escorada na parede. O corpo do defunto estava gelado, mas o seu rosto aparentava uma alegria. Paulo se aproximou dele e conversou em pensamentos, enquanto algumas lágrimas caíam no paletó de Pedro.
- Meu amigo, o que você fez? O que você buscava? Encontrou? Por que esse sembrante de felicidade? Por acaso, o mundo da morte é melhor que esse mundo? Depois de tantos anos de amizade, acho que você foi egoísta ao sair em busca de algo e me deixar só. Não foram fáceis os primeiros dias após sua partida. Nem nos despedimos direito. Agora, estou sentindo de novo a dor da partida de alguém que eu amo. Por que, Pedro, por quê?
Sua noiva, Ana, viu que ele não estava bem, então deu um abraço nele e sussurrou:
- Calma, amor, onde quer que ele esteja, agora, ele tem a paz.
Paulo sabia disso, mas estava sofrendo do mesmo jeito. Passou a noite sentado ao lado do seu amigo, recordando os velhos tempos, até que adormeceu. Quando acordou, o sol ainda não tinha se levantado, mas o caixão permanecia ali, aberto, como se ainda quisesse se despedir de alguém, como se estivesse esperando esse alguém. Nesse momento, Paulo se lembrou de Fernanda, recordou que no dia em que ela foi embora, ela tinha entregado um papel contendo o seu novo endereço. Foi correndo para sua casa, pois sua noiva já tinha ido embora antes com o carro. Ao chegar nela, procurou o papel por todos os lados.
- Amor, você sabe onde está minha caixa quem tem coisas antigas minhas?
- Não sei, amor. - Respondeu Ana, acordando com todo o barulho. - Vê se não tá na dispensa de fora.
Ele abriu a porta do fundo e procurou por toda a estante, até que encontrou o papel dentro da caixa. Pegou o carro e partiu para a cidade que não ficava muito distante.
- Talvez meu amigo queira se despedir dela! - Ele pensou.
Chegando a cidade, procurou entre as ruas a que estava escrita no papel, até que encontrou o número da casa. Bateu palma várias vezes e quem atendeu foi um senhor com uma cara não muito boa.
- Senhor, a Fernanda está?
- Quem é você e o que quer com a Fernanda? - Bradou o ancião.
- Senhor, eu fui colega dela na sexta série. Um amigo dela faleceu e eu queria falar com ela.
O homem que aparentava ter seus sessenta anos o deixou entrar e pediu para que ele se sentasse,enquanto  ia chamar a Fernanda. Depois de uns minutos, uma senhora baixinha veio ao encontro de Paulo.
- Você quer falar com a Fernanda?
- Sim, eu gostaria muito.
- Mas é impossível.
- Impossível por quê? Ele não foi chamar ela?
- Foi, mas ela morreu no ano passado.
Aquelas palavras caíram como bomba na cabeça de Paulo. Foi inevitável que algumas lágrimas caíssem de novo. No caminho de volta, ele não conseguia se conformar. Estava começando a se revoltar com o destino. Por que duas pessoas tão jovens tinham que morrer assim, tão de repente? Por que o amor que os dois sentiam nunca pôde se concretizar? Nenhum dos dois nunca disseram um pro outro um "eu te amo". Nunca trocaram carícias, nem planejaram qualquer coisa para o futuro juntos.
Imagem: http://www.teckler.com/pt

Paulo voltou para o velório e tentou lembrar se em algum momento nos últimos momentos de Pedro ele tinha sido feliz. Lembrou que antes de partir, ele disse que as coisas seriam diferentes e que ele finalmente encontraria a felicidade. Mas que felicidade seria essa? A morte? 
Abriu o porta-malas do seu carro e procurou o notebook de Pedro. O hospital tinha entregado os pertences de Pedro a ele, já que não tinha pra quem entregar. Conectou-o à tomada e iniciou o sistema operacional. Procurou nos arquivos alguns escritos que pudessem revelar se Pedro tinha encontrado a tal da felicidade. Encontrou um arquivo de texto, mas não entendia muito do que estava escrito, pois falava de um mundo virtual criado em linguagens de computador. No texto, dizia que esse mundo era perfeito, mas tinha o problema de não ser real. Continuou lendo e lembrou que certa vez, Pedro havia falado do Blender, que era um programa para modelação de ambiente 3D. Abriu este programa e encontrou uma mulher modelada, mas ainda inanimada. Então, continuou lendo o texto e descobriu que Pedro havia criado um outro programa e importado o modelo da mulher para este programa. Dessa forma, ele havia conseguido criar o mundo 3D e dado vida a todas as coisas nele. Então procurou esse programa e quando o conseguiu abrir, se surpreendeu com o que viu: um mundo completamente lindo e vivo. Ficou admirado ao percorrer as montanhas, navegar por mares completamente azuis e se perder nos campos verdejantes. Estava tudo lindo até que ele avista ao longe, pela tela do notebook, uma casa com luzes acesas. Percorreu o mouse pela tela para se aproximar dela. Quando se aproximou, viu uma mulher igual ao do modelo no Blender, só que ela se mexia. Aproximou-se mais e tomou um grande susto. Pedro estava naquela casa, feliz.

Continua...
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A mulher que não falava - capítulo avulso

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
Este texto tem como objetivo fazer uma reflexão (e análise) do conto A mulher que não falava, escrito por esse ser que vos escreve agora e que assina no final do texto. Antes de prosseguir, admito que este texto é inspirado na obra Diálogos de Salamina (2003), de Javier Cercas e David Trueba. No caso dos dois, Javier Cercas é o autor do romance Soldados de Salamina (2001) e David Trueba é o diretor do filme homônimo (2003). Nesse diálogo, os dois conversam sobre o desenrolar das obras e sobre a adaptação.
No nosso caso, conversaremos sobre o desenrolar do nosso conto que ainda está sendo desenvolvido. Digo no plural - conversaremos - não só por causa das normas, mas também porque faremos um diálogo entre o autor e o narrador. Desse modo, sempre que o turno estiver com um, aparecerá sua identificação precedida da fala.
Autor: Em 2013 participei de uma oficina de roteiro para cinema. Aconteceu em dois sábados, o dia todo, mas passou tão rápido, que não deu pra ver muita coisa. Porém, uma coisa que o palestrante disse me incomodou um pouco. Ele falou que qualquer roteiro que você for escrever deve ter definido início, meio e fim. Dessa forma, o enredo não se perde e fica mais fácil fazer relação com um fato que aconteceu no começo com o final. Isso me incomodou porque ele tem razão. Geralmente, quando escrevo um conto, ou algo assim, eu não tenho nada definido, nem mesmo o nome dos personagens. Às vezes, começo com uma ideia e de repente, tudo muda. O palestrante nos deu uma tarefa muito interessante: devíamos criar um personagem e traçar uma cronologia da sua vida. Deveríamos defini-lo: quem era, como estava, o que fazia, psicológico, tipo físico, etc, mesmo que muita coisa dessas características não fizessem parte da trama. Este exercício tinha o objetivo de conhecermos os personagens para que pudéssemos encaixá-los bem na trama. Por que eu relatei essa experiência? Porque eu estou fazendo totalmente ao contrário nesta estória. Pedro era um total desconhecido para mim quando comecei a escrever sobre ele. Fui conhecendo aos poucos, não só ele, como também à Fernanda, Paulo e Fer. Em relação ao enredo, acontece a mesma coisa, eu não sabia o que escrever no segundo capítulo, nem no terceiro e assim por diante. Sempre que ia escrever um capítulo, eu lia o anterior para tentar segui-lo. Não sei se está dando totalmente certo, mas acho que a trama está seguindo graças ao narrador.
Narrador: Não posso me definir, não sei exatamente como sou, já que o autor não fez nenhuma descrição sobre mim. Isso é normal, já que na maioria das estórias, quando o narrador não é personagem da trama e não fala sobre si, ele não tem muita importância. Serve apenas para narrar. Mas no meu caso, posso dizer que sou um narrador diferente. Posso me comparar ao mundo virtual de Pedro. Ele o criou para ser um abrigo à Fer, mas esse mundo ultrapassou os limites da criação, tendo vida própria. Eu, como narrador, me defino assim. Tenho vida própria, por isso fiquei triste quando a Fernanda morreu.
Autor: Nessa parte, confesso que também fiquei triste. Foi uma sensação estranha, como se alguém realmente tivesse morrido. Neste capítulo, compartilhei todas as reflexões que o narrador apontou. Realmente, pensamos que todas as estórias devem ter um final feliz, mas nem sempre é assim. O final feliz que esperávamos para Fernanda e Pedro era que os dois se reencontrassem e ficassem juntos.
Imagem: http://moveonsmile.blogspot.com.br

Narrador: E agora esse reencontro ficou totalmente impossível, pois Pedro também morreu. Morreu sem saber o que tinha acontecido com Fernanda.
Autor: Bom, mas de alguma forma, ele conseguiu entrar no mundo virtual. O corpo dele morreu, mas a essência está nesse novo mundo. É uma situação impar. Primeiro, porque algo real conseguiu se transpassar para a virtualidade. Segundo, porque tudo indica que talvez ele não saia mais daí, pois, se fosse possível, para qual corpo ele retornaria?
Narrador: E de quem foi a decisão de matar Pedro?
Autor: Não sei, como disse, não tenho nada definido para essa trama. Talvez, a trama por si só, defina os próximo passos. Isso parece uma incompetência minha, pois o autor é aquele que cria e gerencia a estória e o que eu estou dizendo é que não sei como é que tudo vai acabar. É incompetência mesmo!
Narrador: Mas a estória está andando. Ela poderia acabar assim, do jeito que está. Pedro queria trazer a Fer para o seu mundo, mas, ao invés disso, ele foi parar no mundo dela. Isso não é diferente quando tentamos mudar alguém para o nosso jeito. Às vezes, quem nos muda é essa pessoa, daí aprendemos a viver de novo, o que pode ser até melhor do que achávamos. Pedro deverá aprender essa lição. Acho que o erro dele foi se fechar demais. Ele trabalhava, tinha colegas, mas apenas Paulo era seu amigo. Ainda assim, eles não conversavam mais como no colegial. Ele se fechou no seu mundo e no seu projeto de criação do mundo virtual. Falhou ao pensar que poderia trazer à realidade uma criação sua. E se desse certo, se ele conseguisse fazer com que Fer vivesse neste mundo, como seria sua relação com ela? Provavelmente, Fer não gostaria de ficar parada, ela tentaria conhecer todas as coisas daqui. Pedro estava fechado há anos, o mundo não era mais o mesmo. Ele não saberia apresentar isso pra Fer. Dessa forma, as coisas seriam como sempre foi pra ele. Fer iria embora e ele continuaria sendo apenas o amigo de Paulo.
Autor: Eu fico pensando se Pedro escutava o que Paulo falava. Pelo que já vimos, parece que não. Paulo sempre deu alguns conselhos para ele, mas parece que nuca foram atendidos. Paulo vai se casar, será que seu amigo, melhor amigo para ele, sabia disso? Se tinha ideia de quem ele estava namorando, se alguma vez o aconselhou quando ele precisou? Será que Pedro foi um bom amigo? Não temos nada escrito sobre isso, mas é para se pensar.
Narrador: Parece que estamos fazendo um julgamento para o coitado. Ele acabou de morrer e já estamos falando assim dele.
Autor: Pois é, vamos respeitar esse momento. Vamos parar por aqui. Caso seja necessário, faremos outro capítulo avulso mais pra frente. Se você tiver alguma coisa que queira saber, poste um comentário aí. Obrigado pela leitura e, não se esqueça, na quinta agora teremos o oitavo capítulo. Não percam!!


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O papel da foto atual

sábado, 22 de fevereiro de 2014
A arte de fotografar já tem bastante tempo de vida. Nos seus primeiros anos, a "máquina fotográfica" tinha o tamanho de um quarto - era praticamente uma caixa preta, o fotógrafo ficava dentro dela e o fotografado chegava a ter que ficar quinze minutos imóvel, enquanto sua figura era "impressa".

Com o tempo, bastante tempo, as coisas mudaram muito. A câmera diminuiu de tamanho, algumas são até capazes de entrar no corpo de uma pessoa. Da revelação de filmes, passamos para as imagens digitais. Mas disso todo mundo já sabe, só demos essa pincelada histórica para mostrar que as facilidades atuais de se tirar uma foto mudou o jeito com que as pessoas utilizam esse recurso.

É claro que ainda tiramos fotos para guardar momentos, para registrar lugares de viagens e lembrar de datas especiais. A diferença está nos outros tipos de uso, mas vamos por partes.

Pensemos numa coisa antes: quem nunca quis ser famoso? Principalmente na infância? Quem nunca quis ser reconhecido por uma coisa que faz? Todos nós temos qualidades que muitas vezes não são vistas por ninguém. Com a popularização da internet, foi possível tornar esses "sonhos" reais. Eu mesmo só estou falando com vocês por causa deste blog. Ok, sei que não sou famoso, mas tenho voz aqui.

Além de voz, muitos ganharam um rosto, principalmente com a expansão das redes sociais. E assim começou uma verdadeira revolução entre o comportamento das pessoas em relação a coisas privadas e públicas. Parece que houve um rompimento de barreiras entre esses dois tropos. Um jantar em família, algo que antes era mantido apenas em família, ganhou a rede. Fotografar e compartilhar  alguns momentos não é errado, mas compartilhar todo o dia que está comendo "x" não é interessante.

Trabalhar o dia inteiro num escritório com os colegas não é mais suficiente, pois deve-se compartilhar esse momento com os quinhentos contatos do Facebook, de  meia em meia hora, todo dia, todo mês, todo o ano.
Imagem: http://www.blogdaemme.com/
Embora o tom das situações expostas aqui pareçam ter um grau de negatividade, não posso afirmar que seja de todo ruim. Esses são os novos papeis da fotografia. Tirar uma foto especificamente para pôr no perfil de uma rede social não difere muito de tirar uma 3x4 pra pôr num documento, a não ser pelo fato de que você pode escolher uma melhorzinha. Caras e bocas, bicos e seios, aba retas e óculos. Você sabe do que estou falando.

Para finalizar o texto, que já tá ficando maior do que eu queria e fugindo da  ideia inicial que eu nem lembro mais qual era, deixo uma dica: fotografe-se, você é livre pra isso, tire quantas fotos quiser e compartilhe todas que achar legais. Mas, pense nos teus contatos, e principalmente, vigie o que deve ficar só entre você e quem tiver na foto.

A mulher que não falava - capítulo sete

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014
O diálogo

Pedro estava completamente perdido, pois não conhecia nada do lugar onde estava. A sorte dele era que Fer estava ali, que o experimento tinha dado certo. Ele queria apresentar o mundo para ela, queria falar das coisas boas e ruins que ela conheceria nesta nova vida. Apesar de não saber que caminho seguir, Pedro estava muito feliz. Ele não se sentia assim há muito tempo, finalmente, tinha alguém verdadeiramente do seu lado, alguém real.
Fer gostou muito dele, de o ter encontrado nesse mundo. Ela não imaginava que existiria alguém igual a ela. Quis mostrar onde vivia, então agarrou a mão de Pedro e pediu para que ele a seguisse. Conforme caminhavam, Pedro ia se lembrando de alguns lugares. Uns, mais conhecidos, outros, um pouco confusos. Ele estava completamente perdido, mas se localizou logo quando viu a casa de Fer. Ele não acreditava, entrou em choque por alguns momentos. Sentou no sofá da casa dela após entrar e tentou imaginar no que poderia ter acontecido. Ele não tinha conseguido trazer Fer para o seu mundo. Era ele que tinha ido para o mundo dela.
- Como você se chama? Você disse que eu sou a Fer, então, quem é você?
- Eu me chamo Pedro. Preciso te contar uma coisa, talvez você me ache um louco.
- Pode me dizer e explique também como você já me conhecia.
- Pois bem, Fer, lá vai. Pode mesmo?
- Claro, já tem bastante tempo que tenho algumas dúvidas. Talvez você tenha as repostas que eu procuro.
- Você não é real.
- Isso aqui é real?! - Fer dá um beliscão no braço de Pedro.
- Auuh, isso dói.
- Viu como eu sou real, rum!!
- Você não está me entendendo, nada disso aqui é real.
- Sabe o  que é real? É que eu estou morrendo de fome. Você quer bolo?
- Fer...
- Tá bom, já trago dois pedaços pra gente.
Pedro tentou dizer mais outras palavras, mas ela já tinha ido para a cozinha. Será que seria mesmo uma boa ideia contar para ela a verdade? Como ela se sentiria? E ele, o que faria depois disso? Aquele dia estava sendo muito bom para Pedro, mesmo ele sabendo que o que estava vivendo era virtual.
- Tó, e coma tudinho.
- Obrigado, Fer.
- Você não imagina o quanto eu estou feliz!
- Numa escala de um à dez?
- É. Chuta, Pedro!
- Dez?
- Não, quinze. Eu estou muito feliz porque te encontrei hoje.
- Eu também estou feliz.
- Eu vou te mostrar muita coisa daqui.
Mal imaginava que Pedro conhecia aquele canto tão bem quanto ela. Cada lugar daquela casa foi construído pensando nela. Os sonhos que ela tinha, alguns foram implantados ainda quando ela estava sendo moldada. Pedro não conseguia parar de pensar nisso, mas, ao mesmo tempo, esquecia por alguns segundos e se entregava ao momento. Fer radiava e aos poucos, o que ele já sentia por ela, ia aumentando.
Passaram-se alguns dias e Pedro se esqueceu de que estava no mundo virtual. Ele não queria mais sair dali. Numa tarde, Fer lhe fez algumas perguntas interessantes.
- Pedro, o que é isso que estou sentindo?
- Não sei, como é?
- Eu quero estar com você todo o tempo, mesmo quando eu já estou com você.
Pedro ficou vermelho.
- Por que você mudou de cor? Você está bem?
- Estou! - Pedro respondeu, desconcertado. - É que fiquei um pouco tonto.
- Chega mais perto de mim. O mundo pode ficar de ponta-cabeça, mas eu te protejo.
Pedro se deitou no colo dela e adormeceu. Enquanto isso, ela cantava uma música. Ele podia ouvi-la, mesmo adormecido. Aquela voz era como uma anestesia, pois estava curando suas dores.
No mundo real, ele estava passando por complicações médicas. Já estava há um ano em coma e não reagia aos tratamentos. Seu amigo Paulo o visitava uma vez por mês. Ficava uma hora ao lado da cama. Às vezes, apenas olhava para seu amigo, mas, em algumas ocasiões, conversava com ele. Falava como estava o mundo, o pessoal do trabalho, os seus projetos parados. Mesmo assim, parecia que Pedro não o ouvia.
Na noite que antecedia o natal, Paulo foi visitá-lo mais uma vez para lhe contar que iria se casar. Ao chegar no hospital, viu uma movimentação de médicos no quarto onde estava Pedro. Ele sentiu algo, uma dor silenciosa invadiu seu coração. Caminhou até a frente do quarto com passos pesados. Ao se aproximar da porta, viu um médico realizando o procedimento de reanimação. Não estava funcionando. Um enfermeiro administrou adrenalina para ver se o coração reagia e por meia hora, os médicos entravam e se revezavam naquele quarto. Paulo ficou imóvel.
Naquela noite, Pedro morreu.
Imagem: http://www.internationalforeigntrade.com

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Os signos estão errados

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014
Tá tudo errado, não só os signos, como também muitas coisas desse mundo. Eu sou aquariano, mas gosto de mar e rios, não de aquário. Acho que os peixes e outros animais marinhos seriam mais felizes fora dele, em seus habitats naturais.

Seguindo a lógica do analogismo, o pessoal de aquário devia ficar e focar com o pessoal de peixes, e vice-versa. É a lógica, matemática pura. Mas não, não é assim que ocorre. Os peixes preferem nadar perto dos gêmeos, dois pra um. Já os aquarianos tentam alguma coisa com os de escorpião. Se um escorpião entra num aquário, acho que morre afogado.

Os touros gostam das virgens. Os de leão ficam com os de câncer. Libra e áries se dão bem quando dá. Sagitário fica sozinho, pois capricórnios não existem (muito menos os unicórnios).

Por fim, não acredito que os signos me dirão (ou ditarão) com quem devo ficar. Acho que não devemos esperar que as estrelas nos digam que fulana é a pessoa certa. Devemos, sim, é correr atrás dos fulanos que nos pareçam ideais. "Entendedores" entenderão que esse texto tá mais pra uma brincadeira e que não aborda "tudo" sobre o que são esses signos.

Imagem: http://guiaastral.uol.com.br

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Um tipo de felicidade

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
Eu tinha pensado em dois assuntos para escrever hoje, mas agora me veio outra coisa. Na verdade, pensei ontem, pois já passou da meia noite.
O que tenho para escrever agora é algo que não pode se definir com apenas uma palavra, até porque é sobre muitas coisas. A primeira delas é sobre a felicidade. Muitos se perguntam o que ela é e outros desconfiam de sua existência. Creio que já escrevi sobre este assunto aqui, mas talvez não tenha chegado a nenhuma conclusão. Felicidade pode ser algo mutável, pode ser nada, pode ser tudo. Agora, pra mim, ela seria uma simples mensagem de alguém muito especial pra mim. Digo simples por se tratar apenas de uma, mas pra mim seria bem mais que uma simples mensagem. Representaria que ela lembrou de mim. Coisa boba talvez, mas é isso que eu defino agora de felicidade.
E o oposto dela, da felicidade, talvez nem sempre seja a tristeza. Nessa ideia de que a felicidade é mutável, a tristeza, neste caso, nem sempre se opõe a dita. E a ausência de uma não requer, obrigatoriamente, a presença doutra. Pensando assim, caso minha felicidade não se realize, eu não estarei triste automaticamente. Eu simplesmente estarei nada. Ou não estarei algo. Nem eu consigo entender direito o que quero dizer, mas sei que faz sentido.
Mas amanhã, ou melhor, hoje mais tarde, minha felicidade talvez (e provavelmente) seja outra. O mundo não precisa dar uma volta completa para o sol ser visto duas vezes. Eu não preciso nem mesmo acabar esse texto sem que ela já não esteja mudando.
Imagem: http://www.onerdcristao.com.br

A mulher que não falava - capítulo seis

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014
Alguma outra vida?

Finalmente, Pedro conseguiu arrumar o equipamento. Eram quase duas da manhã quando ele conseguiu ligar o aparelho e ver que estava funcionando como o esperado. Conectou-o ao notebook e iniciou o programa do mundo virtual. O tempo parou.
O tempo não parou de verdade, mas para Pedro o tempo ficou relativo, o relógio parou de bater, as folhas das árvores não caíram durante aquele instante. Um portal se abriu. Outro, no mundo virtual. Pedro se apressou para passá-lo, mas antes do segundo passo, caiu no chão. O portal entre os dois mundos ficou aberto até a energia armazenada acabar.
O barulho deste experimento foi tão grande, que todos no hotel o ouviram e ficaram apavorados. Alguns, sabendo de onde estava vindo, tentou abrir a porta do quarto, mas não conseguiram. Somente após algumas horas, uma equipe de bombeiros conseguiu entrar no quarto 123 e encontraram Pedro inconsciente. Imediatamente, o levaram para o hospital e constataram que ele estava em coma.
No mundo virtual, Fer não viu o portal, pois ele tinha sido aberto muito longe de onde ela estava. Porém, ela pôde perceber que seu mundo estava mais pesado, como se tivesse mais coisas nele. Por esse motivo, naquela mesma noite, ela resolveu partir, sem rumo, para qualquer lugar.
Não sabia o que encontraria pela frente, mas sabia que se continuasse ali, nada aconteceria. Partiu quando o sol começava a nascer. Para ela, isso significava renascimento. O sol nasce todo dia, mas no final da tarde, ele morre para que a noite seja iluminada por outras estrelas. Tal renascimento exige, de cada um, certo esforço. Ela precisava partir se quisesse renascer.
Ela tinha todo esse conhecimento, mas Pedro nem sabia disso. Ele não a programou assim. Ela adquiriu isso sozinha, lendo livros e vivendo as coisas criadas por Pedro. O ciclo de vida autônoma que Pedro criou nesse mundo fez com que ela se tornasse uma mulher completa. O fato dela ser virtual era apenas uma condição.
Fer chegou a uma praia bem grande. Ela nunca tinha visto antes tanta areia e tanta água. O lugar era lindo, os seus olhos se enchiam de tanta natureza. Ao longe, ela conseguiu ver um brilho, reflexo de algo, então resolveu caminhar até o lugar. A cada passo mais próximo do brilho, ela não conseguia distinguir o que era.
Imagem: http://www.papeldeparede.etc.br

Não parecia nenhum objeto que ela conhecia. Não era parecido com os animais que ela brincava. Mas, se parecia com ela, tinha forma quase igual, mas estava estático desde que ela o tinha visto.
Quando chegou ao local, percebeu que o brilho era causado pelo relógio de pulso que aquele ser usava. Era um ser igual a ela, mas diferente. Não tinha cabelos longos iguais ao seu, mas tinha pelo por todo o rosto. Ela se aproximou mais do ser e percebeu que ele estava respirando. Tentou levá-lo para a sombra, mas não conseguiu carregá-lo. A maré estava subindo e ele poderia se afogar caso não acordasse antes.
Quando as águas já alcançavam as costas dele, ela conseguiu com ajuda dessas próprias águas, puxá-lo para um lugar seguro. Fer estava completamente confusa, passou horas ao lado dele, olhando-o e tentando saber mais dele. Ela conhecia aquele relógio, mesmo nunca tendo o visto antes. Estava quebrado, os ponteiros, parados, marcavam duas horas. Tentou arrumá-los, mas não conseguiu, pois viu o ser abrindo os olhos.
- Quem é você? - Perguntou Fer, se afastando dele.
- Fer??! - Exclamou Pedro, admirado e confuso. - Deu certo, você está aqui?
- Fer? Você é Fer, como você sabia que eu chegaria aqui? - Também confusa, perguntou ela.
- Você é a Fer e eu consegui te trazer para o meu mundo.
- Como você sabe quem eu sou se nem eu sei muito sobre mim? O que você é?
- Eu sou um homem e você, uma mulher. Eu te conheço há muito tempo e te chamo de Fer.
Os dois conversaram bastante e Pedro contou muita coisa para Fer, porém, não contou que ele a tinha criado. Para ele, nem precisava mais, já que tinha conseguido trazê-la para o mundo real. Assim, ele pensava.
Enquanto isso, no mundo real, Pedro já estava em coma há trinta e dois dias.

Continua...
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Flauta doce

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
Algumas pessoas confundem esse instrumento com aquele brinquedo que é vendido em lojas de 1,99, mas na realidade, a flauta doce é um dos instrumentos mais antigos da humanidade. É claro que no seu primórdio era produzida em madeira. Atualmente, além da madeira, é fabricada em grande escala em um tipo de plástico. Por esse motivo, ela tem um preço mais em conta em relação aos outros instrumentos musicais.
Flauta doce - Sopranino, Soprano, Contralto, Tenor, Baixo
Imagem: http://www.mundomax.com.br/blog/tag/flauta-doce/

Apresento algumas músicas tocadas por mim. Os vídeos se encontram no meu canal no Youtube. Espero que gostem.
A flauta mágica: É uma animação em flash feita em 2011. Não vou dizer que é uma crítica contra a blablabla, mas pode ser considerada uma mensagem para aquelas pessoas que tocam a flauta muito alto, quase estourando os ouvidos dos que estão por perto.

Cuando tú me quieras: Esta música é interpretada por Joel e Brian e eu a toco na flauta doce contralto.

Trem do pantanal: Essa música nem precisa de apresentação. Composta por Paulo Simões e Geraldo Roca, ficou famosa na voz de Almir Sater. Neste vídeo, toco acompanhado pelo violão do meu amigo, Toni Bandeiras.

Ao único: Esta música é interpretada pela cantora gospel Aline Barros. Notem que aqui eu estou um pouco diferente. Por que será?

Serenata para la tierra de uno: Essa música foi composta e interpretada por Mercedes Sosa, famosa cantora argentina. Neste vídeo, toquei em quatro vozes. Foi difícil mixar todos os vídeos em um.

Hallelujah: Composta por Leonard Cohen, foi um dos temas do filme Shrek. Na minha opinião, é umas das músicas mais bonitas já composta. Deixo-vos então esse último vídeo. Até a próxima!

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A mulher que não falava - capítulo cinco

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
A vida dela

Ela era virtual. A mulher que Pedro depositava sua felicidade não passava de um programa de computador, mas ele cria que isso iria mudar. Toda a energia que ele armazenou seria capaz de criar um campo eletromagnético entre o seu computador e ele, fazendo com que um portal se abra no mundo real e no mundo virtual que ele criou. Isso ainda não passava de uma teoria, mas se tornaria real com o equipamento que ele estava arrumando.
A ideia de construir um mundo virtual já fazia parte dos pensamentos dele há muito tempo. No início, ele queria apenas criar um jogo, mas ao descobrir que poderia fazer muito mais que isso, se afundou nos livros de linguagens tecnológicas e programas de renderização virtual. Após criar sua primeira biosfera virtual, ele se empenhou para que todos os objetos respondessem à ação do tempo, ou seja, que o tempo exercesse forças às matérias e estas ficassem velhas ou gastas, que as plantas crescessem e envelhecessem. Pedro conseguiu criar um ciclo independente da vida. O seu mundo não era mais controlado por ele, era vivo.
Imagem: http://www.pascomcampinas.org.br
Mas faltava algo nesse mundo e no mundo real de Pedro. Ele se sentia só. Não todo o tempo. Passava a tarde com Paulo e seus amigos de trabalho, mas à noite, na hora de dormir, ele percebia o quanto estava só e como desejaria ter alguém ali, só para ele ver esse alguém fechar os olhos e dormir. 
Todo mundo se sente ou já se sentiu só, mesmo aquelas pessoas que estavam com o parceiro ao lado. Pedro sabia disso a partir de suas observâncias, mas não se contentava. Ele queria alguém, mas não tinha coragem. Não no mundo real.
Numa noite, em que estava com insônia, ligou o seu notebook para visitar seu mundo e teve uma ideia brilhante. Criaria uma mulher, assim, poderia treinar com ela e depois aplicar o que aprendesse com uma mulher de verdade. A ideia parecia interessante e talvez funcionasse. Passou três dias trabalhando nela e quando acabou, a chamou de Fer. Não foi por querer que esse nome surgiu, apenas surgiu. Poderia ter ligação com a Fernanda da sua infância, mas ele não reconhecia tal ligação.
Fer era linda. Isso todo mundo diria, mas para Pedro, ela não era só linda, era magnifica. Ele criou tudo para ela: uma casa, montanhas ao redor, um rio corrente, um mar e a cada dia, ela estava mais feliz. O que ele percebeu é que toda a meiguice dela estava conquistando o seu coração. Foi daquele tipo de amor que surge aos poucos e sem querer. Ele não conseguia ficar um dia sem vê-la, ela parecia tão real.
Mas ela não era real, Pedro tentava se convencer disso todo dia. Porém, já era tarde de mais. Ele estava viciado nela.
Toda alegria que Fer exalava nos primeiros meses foram se esgotando. Ela sentia tudo ao seu redor, mas parecia que as coisas estavam perdendo vida. Parecia que ela estava morrendo aos poucos. De alguma forma, ela sabia que alguém fazia tudo aquilo para ela, mas não sabia quem. Tinha muitas dúvidas. Algumas perguntas se faziam dentro de si como: "quem eu sou?", "por que estou aqui?", "quem é esse que sinto, mas não vejo?"
Ela não o via, mas acreditava nele. Era o único contato que ela tinha com alguém, mesmo não sabendo quem era. Ela queria sair da situação em que estava, queria saber mais.
Talvez essa angústia dela tenha feito Pedro ter a ideia de libertá-la.

Continua...
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9 dicas básicas para o seu blog

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014
O que vou dizer aqui não é nada científico e talvez não seja tão eficaz, mas creio que servirá para algumas pessoas que escrevem coisas legais em seus blogs, mas não têm bastantes visitas.

Meu blog não é tão visitado, mas o outro que eu tinha chegava a ter 150 visualizações diárias. Então vou mostrar alguns passos simples que podem dar resultados. Mas esses resultados podem demorar a aparecer. A lista em seguida não está em ordem do que se deve fazer primeiro e nem se precisa seguir todas, apenas as que lhes parecerem interessantes.

1ª dica

Primeiramente, use seu perfil do Google+ no blog. Sei que essa rede social possa não parecer legal para algumas pessoas, mas é da Google, isso que importa. Ao associar seu blog com esse perfil, você terá mais visibilidade na busca por assuntos no buscador.

2ª dica

A segunda dica pode parecer malandragem, mas não é. Use imagens nos seus posts. Elas podem fazer parte do seu texto, por isso devem condizer com eles. Se escreverem, por exemplo, sobre o Google+, use uma imagem relacionada à rede, como a própria logo dela. Mas lembre-se, é aconselhável você baixar a foto em seu computador e depois subi-la em seu blog, assim ela ficará hospedada na sua conta. Coloque também um título e texto alternativo para ela. Para fazer isso, clique nela e aparecerá um pequeno menu; selecione "propriedades" e preencha os dados. E mais, coloque abaixo dela o site de onde você a tirou, mesmo que a imagem se encontre em milhões de páginas na internet.
9 dicas básicas para o seu blog
Imagem: http://superdownloadrg3.blogspot.com

3ª dica

A próxima dica é um pouco óbvia, mas é sempre bom lembrar. Mantenha seu blog organizado, desde a formatação das letras, até à escrita. Há blogs que são direcionados a um tema, há outros que são sobre diversas coisas. Siga a sua meta, escreva regularmente. Por exemplo, você pode escrever um post por dia, ou por semana, ou dois por semana. Adote um período regular. Não deixe as fontes muito pequenas, nem colorida demasiadamente. Tente dialogar com o leitor, mesmo que esse "leitor" muitas vezes não diga nada.

4ª dica

Deixe um botão para os seus leitores compartilharem seu texto no Facebook, Twitter, Google+, ou até mesmo no Orkut, que, ao contrário do que alguns dizem, ainda continua vivo. Você pode encontrar esses botões no Addthis, uma ferramenta simples de usar e que, com certeza, lhe ajudará muito.

5ª e 6ª dica

Se julgar necessário, crie uma página no Facebook. Muitos leitores não têm conta no blogger, ou não visitam com frequência a página de feed. Já no Facebook, tem pessoas que, antes de acordar, já estão nesta rede. Com um página dessa, você pode compartilhar uma postagem automaticamente nela, com o NetworkedBlogs. Embora esse serviço esteja em inglês, dá pra entender como funciona, basta ir tentando.

Atualização (28 de abril de 2015): O NetworkedBlogs não está mais indexando novos blogs. Pra não deixá-los desanimados, confira aqui nosso tutorial de como pôr a box de comentários do Facebook atualizada e responsiva junto com a do seu blog.

Falando nisso, este blog tem um página, é essa aqui facebook.com/masqueseyo, que você pode seguir se quiser saber quando uma postagem é publicada. Essa também é uma dica, faça propaganda da sua página no final de suas postagens, mas, atenção, não faça spam, publicando em qualquer lugar frases como: "segue que eu sigo também" ou derivados, isso é deselegante e Sandra Annenberg pode não gostar.
9 dicas básicas para o seu blog - Não faça spam
Imagem: http://whattalking.com

7ª dica

Tente escrever na norma culta padrão. É claro que erros propositais são aceitáveis e erros de digitação são perdoáveis, mas jente, vosos nabegadores de enternet tém um coretor de hortografia. Então, vamos usá-los, isso deixa o texto mais bonito e mais fácil de ler. E cuidado com o "agente", pois, além de ele ser secreto, às vezes, ele fica no lugar de "a gente".

8ª dica

Outra dica interessante é você ler blogs que tenham assuntos parecidos ao do seu blog. Isso é bom para ambos, pois vocês podem fazer parcerias, além de poder fazer amizades. Quem é que não tem um amigo blogueiro que nunca viu pessoalmente?!

9ª dica

Bom, a última, mas não menos importante, dica que darei é: use comunidades de blogs  para divulgar os seus escritos. Eu recomendo e aprovo o diHITT, que é uma central de notícias compartilhadas pelo usuário do serviço. Com ele, você pode compartilhar seus posts e interagir com os outros usuários. Aproveite que você está aqui e visite a comunidade deste blog lá, acesse masqueseyo.dihitt.com.

9 dicas básicas para o seu blog - Associe-se ao DiHIIT - A rede social dos blogueiros
Imagem: http://utilizandoblogger.blogspot.com.br

Achou as dicas interessantes? Tem mais dicas para compartilhar? Diga aí nos comentários, e não se esqueça de nos seguir no Facebook. Até a próxima!