Como colocar botão para seguir em cima do Gadget Google Friend Connect

segunda-feira, 31 de março de 2014

Atualização (02 de abril de 2014): O blogspot já corrigiu esta falha, mas essa dica pode ser usada para personalizar o Gadget Friend Connect.

Atualmente, o blogspot está passando por um problema no gadget Google Friend Connect, que é o meio pelo qual os leitores podem seguir um blog e assim receber as atualizações do mesmo. Por enquanto, a Google não se manifestou sobre esse possível bug. Então, vários blogueiros criaram tutoriais para que as pessoas utilizem outros métodos para seguir o blog. No DiHITT, fiz um tutorial, que você pode conferir aqui, ensinando ao blogueiro como colocar um botão destes.
Neste post, ensinarei você a pôr um botão que ficará em cima do botão do gadget padrão, assim, os leitores poderão seguir o seu blog e aparecerem na caixa padrão, como na imagem abaixo:
Como colocar botão para seguir em cima do Gadget Google Friend Connect
Participar deste site

Então vamos lá. Acesse o painel do seu blog <blogspot.com>, vá em Layout e clique em Adicionar um Gadget. Na janela que abrir, selecione HTML/JavaScript:
Como colocar botão para seguir em cima do Gadget Google Friend Connect
Adicionar um Gadget

Adicione o seguinte código:

<a href="http://www.blogger.com/follow-blog.g?blogID=9174617519562359859" target="_blank" style="position:absolute; right:1px; top:-209px"> <img width="200" title="Seguir este blog!" src="https://lh3.googleusercontent.com/-l89DQ9jD6Cg/UzneDvhwQ6I/AAAAAAAAE3Y/lFIriXSjXqQ/w164-h21-no/bot%25C3%25A3o%252Bpreto%255B1%255D.png" /></a>

Entendendo o código:
Vermelho: Aqui você deverá substituir pelo ID do seu blog, que pode ser encontrado na barra de endereço do painel de controle do blog. Por exemplo, neste endereço: https://www.blogger.com/blogger.g?blogID=9174617519562359859#pageelements, o que tá em vermelho é a ID que você deve copiar e substituir.
Verde: Este é o posicionamento vertical do código. Mais pra frente falaremos dele.
Azul: Este é o link da imagem que aparecerá. Você pode substituir se quiser.

Clique em Salvar e arraste esse gadget para baixo do gadget Seguidores. Clique em Salvar organização e Visualizar:
Como colocar botão para seguir em cima do Gadget Google Friend Connect
Salvar organização

Agora você terá que fazer alguns testes, até que a imagem fique em cima da imagem do antigo botão. Para isso, abra o gadget novamente e altere o valor de top:-209px. Se você quiser que a imagem suba, então diminua o valor de -209 para -212, ou -220, ou qualquer outro número até que se adeque. Se quiser que a imagem desça, faça o mesmo processo, só que com números maiores.
É isso. Se esta dica for útil para você, ou se tiver alguma dúvida, comente aí! Se quiser, compartilhe ou publique no seu blog, só não esqueça de fazer referência ao meu.  Até a próxima!

Amor amor

O meu erro
foi te amar demais

O meu acerto
foi te amar demais

Não me arrependo
Se o tempo voltasse
eu voltaria com ele
só pra te amar novamente

Mas o tempo não volta
não posso mais te dizer

que Te amo


Como colocar comentários do Facebook e deixá-los juntos com os do Blog

domingo, 30 de março de 2014
Se você quer dar mais uma opção para os seus leitores comentarem no seu blog e ao mesmo tempo promovê-lo, você está lendo o post certo. Aqui, ensinaremos como pôr a caixa de comentário atualizada do Facebook e manter a caixa de comentário do blog, assim, o leitor poderá escolher um dos dois para comentar. Ensinaremos também como moderar esses comentários e como ser notificado quando alguém comentar.

Como colocar comentários do Facebook e deixá-los juntos com os do Blog
Adicionar comentários do Facebook juntamente com o do Blogger

Mandando no mundo

sexta-feira, 28 de março de 2014
Algumas mulheres que eu conheço pensam que mandam em mim. Não é brincadeira não, é sério o negócio aqui. Uma quer que eu mantenha os cabelos curtos; outra, que eu faça a barba sempre (ela diz que eu fico mais bonito assim); outra, que eu não fale com Fulana (a filha de Fulano).
Assim não dá pra viver. Somos livres! Eu sou livre! Faço o que quero! Por isso cortei os cabelos essa semana e fiz a barba, nem sei mais quem é Fulana. Mas fiz isso porque eu quis, só pra avisar.
Imagem: http://blogdofialho.wordpress.com


O náufrago

quarta-feira, 26 de março de 2014
Foi assim que tudo aconteceu, segundo alguns. Era um homem de negócios e se preparava pra uma viagem às Américas, ao novo mundo. Se despediu de sua noiva, a olhou profundamente em seus olhos e pressentiu que estava deixando parte de seu mundo sozinho. Ficaria longe dela longos três meses, pareceria uma eternidade, mas era necessário. Partiu num navio na classe média. Ouvira falar de um outro grande navio que também partiria, mas este dia estaria longe ainda. A viagem não foi as das melhores, o mar estava muito agitado, o navio parecia que ia afundar. Ele gostava de ir à proa para olhar pro além, pra linha que separava a água do céu. Nesses momentos avistava seu mundo, sua noiva, aqueles olhos não lhe saíam da mente.

Imagem:  http://thebridalfairy.co.uk

Na noite seguinte, despertou com o barulho, tinha água na sua cama, a gritaria era intensa, olhou pela pequena janela do navio e viu que estavam no meio de uma tempestade. Correu para pegar o colete salva-vidas e reuniu-se no salão junto com os outros passageiros. Estavam todos com muito medo, a tripulação pediu para que eles se acalmassem, pois eram normais tempestades assim no mar. Mas esta não seria mais uma tempestade que este navio enfrentara, seria a última. Numa gigantesca onda, as furiosas águas engoliram a embarcação, fazendo-a virar de lado. Muitos morreram, mas ele se salvou, pois neste momento que a água entrou, jogou-o para fora do navio e ele conseguiu se segurar num pedaço de madeira. O mar logo se acalmou, o navio desapareceu, deixando apenas alguns destroços sobre a água.

Ele se segurou naquela madeira, pensava em muita coisa, principalmente na sua noiva. Quando amanheceu, ele se deu conta do tamanho do problema em que estava. Olhou para todos os lados e nada conseguia ver além de água. Passou três dias boiando, tomando apenas aquela água salgada que o mar lhe oferecia. Viu uma ilha por perto, nadou até ela, mas era uma visão.

Já não acreditando que viveria, se entregou ao acaso, pensou novamente na sua noiva, viu seu mundo desabar. Se sentiu sozinho pela primeira vez na vida. Se sentiu fora de seu mundo, pois seu mundo estava longe e sozinha. Quem cuidaria dela? Ele pensava, saía uma lágrima salgada de seus olhos, estas seriam as últimas. Antes de fechar seus olhos pela última vez, olhou para os lados e avistou ao longe algo que parecia uma grande navio. Pensando que era outra miragem, fechou seus olhos. Desistiu, pois percebeu que tentar novamente seria inútil.

Sonhou então com sua noiva. Achou que seu cérebro estava encontrando um refúgio, um consolo para seus últimos momentos. No sonho, ela estava tão linda, com o vestido branco. Ele, no altar, a via entrar pela igreja, a música tocava entoada pela orquestra de cordas. A noiva, sorrindo, este era o dia mais feliz da vida dela, entra, olha para todos e encontra o seu noivo. Se viram para o pastor. Este pergunta a ela se ela amaria seu esposo para todo o sempre, até que a morte os separasse, ela diz que sim. Quando o pastor lhe pergunta a mesma coisa, ele não consegue dizer nada, ouve um barulho dentro de sua cabeça, começa a gritar de dor e acorda.

Estava num navio, rodeado de gente, lhe perguntavam se estava bem, ele mal conseguia ver e respirar. Lhe trouxeram água e alimento. Quando recuperou suas forças, pôde responder as perguntas das pessoas, mas antes lhes perguntou:

- Em que navio estamos?
- Homem de sorte, estamos no Titanic!

Um tempo

terça-feira, 25 de março de 2014
Tudo o que ele queria era um tempo com ela. Não precisariam conversar, se abraçar ou se beijar, apenas estar juntos olhando um pro outro. Mas quem tem tempo pra isso? Ela perguntou e saiu da presença dele.
Eram bons amigos e a ele lhe importava que ela fosse feliz, custasse o que custar. E assim ele fez, deixou-a partir sem saber seu segredo. Também não contou pra ninguém. Nunca mais foi visto. Ela está muito feliz.


Imagem:  http://situado.net

Como excluir conta do Facebook permanentemente

segunda-feira, 24 de março de 2014
Cansou-se das redes sociais? Excluiu as contas do Google+, Orkut (sim, ele ainda existe!), Twitter, mas na hora que foi excluir a do Facebook, não conseguiu? Então você está no lugar certo!
Como excluir conta do Facebook permanentemente
Excluir o Facebook

O que é e como acontece?
O maledito do Facebook não disponibiliza o link para exclusão da conta. Ao invés disso, "eles" mostram como desativar, mas desse modo, a conta entra apenas num estado de hibernação. Ou seja, se você fizer o login, sua conta é reativada. Se você está lendo até aqui, então é porque quer excluir mesmo. Então vamos lá!

Como resolver?
É mais fácil do que parece. Acesse esse link https://www.facebook.com/help/delete_account e clique em "Excluir minha conta". Aparecerá uma janela pedindo pra você digitar sua senha e uns códigos que estarão aparecendo. Após isso, aparecerá uma mensagem dizendo que sua conta foi desativada e dentro de 14 dias será excluída.
Durante esse período, se você fizer login, você terá a opção de cancelar a exclusão e reativar a conta.

Vídeo
Caso tenha dúvidas, assista ao vídeo preparado por nossa equipe mostrando passo-a-passo como proceder.

Uma pequena reunião

domingo, 23 de março de 2014
No interior do sistema nervoso, mais precisamente atrás dos olhos, um pessoal se reuniu para uma reunião extraordinária urgente, pois um assunto estava na pauta há muito tempo e precisava ser discutido. Com todos os membros do concelho presentes, demos início à reunião.

J-coração: Pessoal, preciso desabafar com vocês!!
J-desânimo: Hiiiii!!! Lá vem ele de novo!
J-ânimo: Cala boca, deixa ele falar...
J-coração: Era fim de primavera, estava quase tudo certo, mas o destino, aquele filho da mãe, me fez um mal terrível...
J-desânimo: Vou dormir! Boa noite gente!
J-sabedoria: Sente-se, você vai ouvir o J-coração falar!
J-desânimo: Mas eu tô com sono!
J-concordo: Eu também.
J-engraçado: Olha, eu não sou obrigado a ouvir essas estórias sem graça.
J-sabedoria: Silêncio! Todos calados. J-tempo, como que está o tempo?
J-tempo: O tempo está acabando senhor, todos os J- têm que se recolher para o dia de amanhã.
J-coração: E o meu problema? Eu estou partindo!!
J-tristeza: Coitadinho, vamos ouvir ele gente!
J-ideia: Pessoal, eu tenho uma ideia!!!
J-engraçado: E quem perguntou? Haha. E eu tenho um sono!
J-sabedoria: J-ideia, fale o que você quer falar!
J-engraçado: Hahaha, que redundância!
J-ideia: Então, como eu estava dizendo, eu tive uma ideia. Já que o J-coração gosta de falar, o pobre sempre tem problemas...
J-tristeza: Coitadinho!!
J-ideia: Vamos escrever um blog para contar suas estórias!!
J-ânimo: Vamos mesmo, sei que o chefe sempre quis escrever em um blog, mas nunca teve o que escrever.
J-desânimo: Mas quem é o chefe?
J-sabedoria: É o senhor J-master, é ele que nos denomina e ao mesmo tempo é ele a quem sustentamos. Sem nós ele não existiria e sem ele nós não existiríamos.
J-desconfiança: Cara, isso tá parecendo mais uma estória de conspiração!!! Como este J-master existe se eu nunca o vi?
J-engraçado: Silêncio, que ele pode ouvir, sqn!
J-sabedoria: Bom, se vocês não querem acreditar, problema é de vocês! Mas, o que vocês acham da ideia do J-ideia?
J-tristeza: Buenísima!!
J-engraçado: Achei engraçado!
J-desânimo: Haaa! Mas tem que escrever? Dá muito trabalho.
J-ânimo: Achei a ideia boa e veio em boa hora. Eu posso ajudar a escrever!
J-sabedoria: Todos estão de acordo?
J-engraçado: Eu estou é com sono!
J-sabedoria: A pergunta não foi esta!
J-engraçado: Tá!! Então vamos escrever esse blog, vamos que já estou com sono.
J-desânimo: Tô de acordo, mas não estou muito confiante.
J-ideia: Pode confiar, minhas ideias são sempre boas e o chefe sempre gosta delas.
J-coração: Obrigado gente, pelo apoio. Eu queria só falar uma coisa. Nunca tive pessoas tão... tão... Gente? Pra onde vocês vão? Não me deixem falar sozinho.
J-sabedoria: Amanhã você escreve no blog. Chame-o como quiser. Agora, todos já foram dormir e eu também estou indo. Quando sair, apague a luz! Boa noite!
J-coração: Boa noite.

Findada a reunião, eu, secretário dessa bagaça, boto fé no texto, que será assinado futuramente por mim e pelo presidente, senhor J-master.

Imagem: http://criancasnoaltar.blogspot.com.br
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O Máscara

sábado, 22 de março de 2014
Seu nome era Máscara. Nome comum pra muitas pessoas. inclusive para o grupo social ao qual pertencia. Máscara era feliz, tinha muitos amigos e duas namoradas. Um dia ele disse para uma delas que queria se casar. No fundo ele a amava, queria estar com ela até o fim. Mesmo assim, continuava o namoro com a outra. Ele nunca a chamou assim, de " a outra", pois quando estava com ela, ela era a única. Estranho relacionamento.
Máscara se formaria esse ano. Neste dia tudo estava dando certo, até que na porta do salão de festas apareceu a outra. Eram três agora e pensamentos voavam pelo espaço. A outra se tornava única neste momento e a pedida em casamento se tornava a outra.
- Corta, está bom por hoje!
- Obrigado, já estava cansado.
- Sim, foi um dia intenso. Amanhã cedinho terminamos o resto.
- Certo. Boa noite!
Máscara agora deixava de ser Máscara e ia pra casa, dormir no seu esquecimento.



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Devoradora de corações

sexta-feira, 21 de março de 2014
Escuta, este coração que por você tantas vezes acelerou está dando suas últimas batidas. Este velho coração se aproxima de seu fim, não do fim, pois este já chegou quando você foi embora. Ele acha que está feliz, que finalmente encontrou a paz no esquecimento. Esperou demasiadamente, reconheceu-se incompleto e por meio da razão, creu em teorias que diziam que as coisas são relativas, que basta deixar de pensar para tudo se resolver. Mas agora, nas suas últimas batidas, ele clama por um último adeus. Nunca pensou que o primeiro seria de fato a despedida e agora queria que sua fé o salvasse deste destino. Aquela porta não abria, você não apareceu e nos últimos momentos o coração bateu mais forte, quem sabe ela estivesse nos corredores. Corre, chegue logo, estou aqui só pra te dizer o que sempre senti. Razão nenhuma poderia explicar o que se passava, a última batida foi a mais estrondosa, parecia se anunciar, dizer que era seu fim.
Dois minutos antes, você estava com muita gente e se sentindo sozinha. Que contraditório, você queria falar comigo, mesmo dizendo que não queria mais me ver. Você não sentia seu coração, mas sentia o meu, frágil, bater, parecia estar te chamando e estava, mas você não quis atendê-lo.
Imagem: http://baguncinhacantinho.blogspot.com.br
Passado alguns dias, você está num desses lugares onde tem muitos corações parados. O meu está a sua direita, você vê e tem um sorriso no rosto. Quem sabe esteja pensando nos bons momentos. Porém não houveram momentos para serem bons. Seu sorriso demonstra alegria, você conseguiu destruir mais um coração, este meu aqui, que agora toma consciência do que aconteceu.
Lá fora tem um coração batendo, ainda. Você está indo pra lá.


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No porto

quinta-feira, 20 de março de 2014
Cinquenta anos depois, as águas me escondem algo que minha memória nega ter vivido. Na areia, marcas de passos que ainda não dei, talvez não sejam meus, mas de alguém próximo a mim. Na beira do mar, só eu e ela, mudos, olhando para o longe, próximos como se temêssemos nos perder um do outro.
No porto
Imagem: http://ignorancia.blogspot.com.br

Como remover "Portal dos sites" do navegador

quarta-feira, 19 de março de 2014
E eis que Mas qué sé yo também é utilidade pública! Então vamos a nossa primeira dica: como remover "Portal dos sites" e outras páginas iniciais do navegador. Vamos lá!
Como remover "Portal dos sites" dos navegadores
Como remover "Portal dos sites" dos navegadores

O que é e como acontece?
Se você está aqui, muito provavelmente toda a vez que você abre o seu navegador de internet, você é redirecionado para uma página inicial que você não consegue exclui-la de jeito nenhum. Você já tentou de todos os jeitos: trocou a página inicial nas configurações, reinstalou o navegador, benzeu o computador... e nada.
Isso acontece porque ao baixar algum programa ou autorizar alguma permissão, você acabou criando um link em todos os ícones do navegador. Assim, toda vez que você clicar neles, você vai automaticamente para essa página inicial maldita, como a "Portal dos sites".

Como resolver?
É mais fácil do que parece. Clique com o botão direito no ícone do navegador e selecione "Propriedades". Na janela que abrir, na guia "Atalho", você verá uma caixa chamada "Destino:". Nela, terá um link bem grande. Apague tudo e deixe somente o primeiro link:
☼ Google Chrome: "C:\Program Files (x86)\Google\Chrome\Application"
☼ Firefox: "C:\Program Files (x86)\Mozilla Firefox\firefox.exe"
☼ Internet Explorer: "C:\Program Files\Internet Explorer\iexplore.exe"
Se o seu sistema operacional for de 32 bits, retire o "(x86) dos links acima.

Vídeo
Caso tenha dúvidas, assista ao vídeo preparado por nossa equipe mostrando passo-a-passo como proceder.
É isso, até a próxima.
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O cachorro ancião e a Vida

terça-feira, 18 de março de 2014
Hoje conheci um cachorro. Ele vive na casa em frente a minha. Nunca o tinha notado antes. Aliás, ultimamente não tenho notado muita coisa que acontece em minha volta. São tantas coisas para fazer que acabo me tornando individualista, me preocupando só comigo e não ajudando algumas pessoas que possam estar precisando de ajuda.
Depois de chegar da faculdade, fui comprar pão na padaria perto de casa, como lá não tinha pão, tive que voltar pra casa e na volta vi meu pai e ele falou para eu ir ajudá-lo a tirar um cachorro que estava preso numa valeta daqueles portão de correr. Eu lhe disse para chamar meu irmão, pois estava com pressa (tinha um curso logo mais e tinha que fazer um trabalho para entregar). No mesmo momento que falei isso, ainda andando, vi tudo em câmera lenta, me veio pensamentos à cabeça, ajudar ao próximo, ainda que esse próximo seja um animal. No mesmo momento parei, olhei em direção ao cachorro que estava preso, com as patas pra cima, vi nos olhos dele o cansaço, não tinha forças para se levantar, era um velho cachorro.
Imagem: http://www.downloadswallpapers.com
Não tinha ninguém na casa, o cachorro não conseguia nem chorar. Meu pai pegou uma madeira para que pudéssemos colocar em baixo do cachorro e levantá-lo, eu peguei-o pelas patas traseiras e com um pouco de sacrifício e gemidos do animal, conseguimos tirá-lo do buraco. Ele levantou, todo torto, com muita dificuldade, e saiu mancando em direção ao fundo, talvez envergonhado, quando era jovem, tinha forças para correr pra lá e pra cá, brincava com os filhos do dono, corria e latia para o cara do correio, e agora, depois de velho, mal conseguia se equilibrar e precisava da ajuda de estranhos para se levantar e viver, quem sabe, seus últimos dias.
Na hora, me deu uma vontade imensa de chorar, mas como nossa vida está corrida, levantei dali, voltei pra casa e continuei...  a viver.
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Quem somos?

segunda-feira, 17 de março de 2014
Muitos sites têm uma página chamada assim - quem somos? - dedicada a explicar para o visitante qual é o papel de ser desta empresa, ou companhia, ou blog mesmo. Até esse blog tem uma página assim, embora não esteja linkada ainda, nem formatada - eu não soube o que escrever. Também não farei essa nossa apresentação neste post. O intuito dessa escrita é outro e, pra ser mais exato, no singular.
Quem sou? Quem você é? Essa pergunta não é nova e acho que até hoje não encontraram uma resposta definitiva. Eu até acrescento (caso ninguém tenha feito isso ainda) uma outra pergunta: o que é "ser"?
Ser ou não ser, eis a questão, como já dizia João. Sim, sei que a frase é de Shakespeare, mas tenho certeza que muitos Joões já se questionaram sobre isso. O caso é tão grave, que os "criadores" do idioma inglês criaram o verbo "to be", que não distingue o "ser" do "estar", vai tudo num pacote só. Já nós, descendentes do latim, julgamos "ser" o que na verdade "estamos". Eu não sou um estudante, eu estou estudando. Eu não sou namorado, eu estou namorado. Eu não sou blogueiro, eu estou blogando. Se sou algo disso, a culpada é apenas a gramática.
O chefe não é ruim por estar chefe. E o mesmo vale para todos os outros adjetivos. Não podemos adjetivar alguém, pois adjetivos são apenas qualidades (e a falta delas). O "ser" está no sujeito.
Então, quem sou? O que sou? Quem pensam que sou? Esse cara sou eu? Não, Roberto, esse não sou eu. Partindo pro plural novamente, o que ou quem somos talvez não tenha resposta ainda, mas não sabermos dela tem um lado bom: nos livramos e livramos as pessoas do peso único de estado. Antes do que ela está, ela é.
Imagem: http://camillapreta.blogspot.com.br

A mulher que não falava - capítulo dez (final)

quinta-feira, 13 de março de 2014
Recomeço

Pedro nunca tinha se sentido tão feliz como estava se sentido nos últimos tempos, mas alguma coisa ainda o incomodava. Aquilo não era real. Era bom, mas não era de verdade.
- Você está bem?
- Estou, Fer. É que estive pensando muito nessa manhã sobre nós dois.
- E no que você pensava?
- Está sendo muito bom aqui, mas isso tudo não é real.
- Eu te entendo. Desde o dia que você me contou tudo o que você fez para estar aqui, eu te admiro cada vez mais. A cada dia me sinto mais apaixonada por você.
- Eu também, por isso estamos namorando, né?! Mas ainda assim, eu sinto que não estamos completos aqui.
Pedro continuou pensando em tudo que tivera feito. Será que alguém teria lido o texto que ele escreveu? Será que Paulo  também estava sentindo falta dele?
No dia seguinte, ele e Fer foram para o alto de uma montanha. Ela disse que faria uma surpresa para ele.
- Senta aqui comigo, Pedro!
- Ai ai, qual é a surpresa hein?
- Fica aqui comigo! - Pedro sentou-se ao lado dela.
- Você vê tudo isso? As montanhas, os rios, os mares... É tudo nosso. É só meu e seu.
- Eu sei Fer... Eu sei.
Ficaram ali até as estrelas povoarem os céus. Com tantas delas no alto, Pedro se sentia sozinho nesse mundo tão grande. A alegria inicial de ter seu mundo completo com a Fer estava se desfazendo. Era muito bom estar com ela, mas ela ainda continuava incompleta. Ela tinha sentimentos, mesmo que a maioria fosse programados, mas não tinha história. Não tinha um passado, não teve pais para que lhe ensinasse o que é certo, não teve amigos. Somos um pedaço de cada amigo que conhecemos. Trazemos na bagagem cada um deles, com seus rostos, suas vivências e experiências, seus sorrisos, suas fraquezas. Fer não tinha nada disso e ela sabia.
Por saber disso, ela também voltou a ser triste. E agora, mais do que nunca, ela queria ser real. Mas Pedro jamais poderia fazer isso por ela. Ninguém poderia.
Imagem: http://anjosongeur.blogspot.com.br
Na manhã chuvosa em que seu corpo estava sendo velado no mundo real, ele sentiu uma grande fraqueza. Fer não entendia o que estava acontecendo, mas cuidou dele como pôde.
Paulo, após ler o texto que Pedro tinha escrito do mundo virtual, correu para o cemitério, levando consigo o notebook e a máquina. Chegando lá, conseguiu convencer os coveiros a levar o corpo de Pedro para a capela dentro do cemitério. Os coveiros enterraram o caixão sem o corpo.
Paulo estava querendo trazer Pedro para o mundo real.
- Eu vou te trazer de volta, meu amigo.
Ligou o notebook, mas o programa do Mundo Virtual ainda estava dando erro. Assim que era aberto, fechava sozinho em poucos segundos. Paulo conectou a máquina ao notebook, mas ela estava sem energia. Parecia impossível ele conseguir fazer o equipamento funcionar.
A chuva que caía em toda a cidade era muito forte. Paulo saiu da capela procurando qualquer coisa que pudesse lhe trazer a energia. Andou o cemitério todo, até que em uma lápide, viu o nome de Fernanda, a menina do colegial que Pedro gostava. Um flashback passou por sua cabeça. Pensou nas muitas coisas que viveram e nas coisas que Pedro e Fernanda não fizeram. Ele não se conformava. Por causa de um ato do passado, Pedro teve que pagar tão caro. Talvez Fernanda também. Os dois poderiam ter conversado naquele dia da despedida. Um poderia ter dito para o outro o que sentia e, mesmo que não namorassem após isso, poderiam seguir suas vidas normalmente e se apaixonarem de novo. Por causa da timidez de Pedro, ele deixou de viver desde o dia em que ela partiu. Ele simplesmente existia.
Um raio interrompeu os pensamentos de Pedro ao atingir o falso túmulo de Pedro. Nesse momento ele teve uma ideia. Voltou correndo para a capela e ligou novamente o notebook e a máquina para criar o portal entre os dois mundos. A capela tinha para-raios. Paulo ligou uns fios do para-raio na máquina e a conectou ao notebook. Assim que um raio caísse, ele abriria o programa e este criaria o portal. Era a chance que ele precisava para trazer seu amigo de volta. Ele não poderia falhar. 
Enquanto isso, no mundo virtual, Pedro estava passando muito mal. Mesmo assim, ele decidiu sair da casa. Fer o acompanhou abraçada a ele. Ela o abraçou muito forte.
- Por que você está assim, Fer?
- Eu não quero te perder!
- Mas você não vai me perder, eu só quero andar.
- Eu sei que vou te perder, Pedro. Eu estou sentindo.
- Eu não vou te deixar.
- Me desculpe!
- Não precisa, Fer, vem cá. - Ele a abraçou com mais força. Estava começando a melhorar seu estado.
- Me desculpe por eu não ser real. É o que eu mais quero, mas não poderei ser.
- Você é real pra mim! Eu te sinto aqui!
- Não, eu não sou de verdade. Mas saiba que eu te amo. Por mais que eu seja um programa, ou parte dele. Por mais que eu tenha sido desenhada e programada, eu te amo! Isso é mais forte que qualquer linguagem de computador.
- Eu também te amo, Fer! Amo muito...
As palavras dos dois foram silenciadas com um beijo. Não foi o primeiro entre os dois, mas foi o mais expressivo. Foi como se todas as forças daquele mundo se concentrasse no meio dos dois. Como se todos os bits recriassem todas as informações binária. Fer, pela primeira vez, se sentiu real. O vazio que vinha tomando conta do seu ser deixou de existir. O próprio tempo parou de correr. Era só os dois e os dois eram apenas um. Nesse momento, um portal se abriu. Pedro abriu os olhos e não mais viu a Fer, mas conseguiu ouvir a voz dela que vinha do alto.
- Eu te amo! Não se esqueça de mim, de quem eu realmente fui!
- Mas quem você realmente foi?
- Você sabe!
- Mas pra onde você...
O tamanho do portal aumentou e acabou sugando Pedro para outra dimensão. Na capela, o portal estava quase se fechando.
- Vamos, Pedro, saia daí! - Gritou, Paulo. - Vamos lá, meu amigo, saia!!
Um segundo raio caiu e queimou todos os equipamentos. No mesmo instante, o corpo de Pedro começou a se mexer e aos poucos ele abriu os olhos.
- Pedro, você está bem?! Você voltou, meu amigo!
Paulo o abraçou e chorou. Os dois choraram muito. Quando Pedro recuperou as forças e Paulo pôde contar o que aconteceu, Pedro se levantou e procurou o túmulo de Fer.
- Ela morreu há um ano.
- Paulo, por que eu fui tão burro? - Falou chorando. - Por que eu não falei, por quê?
- Meu amigo, eu sinto muito!
Nesse momento, Pedro se lembrou do que Fer disse antes de ele sair do mundo virtual.
- Eu a vi, Paulo, eu estive com ela todo esse momento!
Pedro descobriu, enfim, que tudo que ele havia criado no mundo virtual, inclusive o próprio mundo, foi pensando na Fernanda. Após ela ter partido sem ele ter se declarado, se fechou para o mundo e para todos. Deixou de viver. Respirar era apenas movimentos involuntários, e nada mais. A Fer virtual era a essência da Fernanda verdadeira, e só agora, ele percebeu isso.
A vida é curta e o tempo é apressado. Que vivamos, então! Essa vida raramente te dá segunda chance. Para Pedro, tudo recomeçaria, mas agora, da maneira certa. Talvez ele encontre outra Fernanda, ou Renata, ou Nayara... E quando isso acontecer, se for amor, ele viverá isso!!

Fim.
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Versões

terça-feira, 11 de março de 2014
Todas as estórias (e histórias) têm versões diferentes, mesmo alguns dizendo que só uma é verdadeira. Eu diria que cada versão é adequada a uma realidade. Não quero discorre muito sobre isso. Quero apenas mostrar esse vídeo produzido pela Walt Disney Animation Studios em que a música tema do filme Frozen (2013), "Let it go" é cantada em 25 idiomas diferentes. Achei interessante o papel dos dubladores para produzir o áudio dessas versões. Então, aí está.


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Andanças de busão

segunda-feira, 10 de março de 2014
Hoje, andei de ônibus coletivo na querida (ironicamente) cidade de Cascavel.
- Não, você não andou de ônibus, escritor, foi o ônibus que andou!
- Andei no ônibus sim, ainda não tenho o poder do teletransporte para aparecer já sentado no banco, pois Goku não me ensinou ainda.
Entrei no busão e sentei no banco (obviamente). Na minha frente, tinha um banco virado para mim com uma moça sentada. Até hoje não sei porque esse banco tem que ser virado pra trás. Suspeito que o engenheiro (de ônibus, existe né?!) pensou que colocando esse banco assim, forçaria a pessoa sentada nele a olhar pra pessoa sentada no outro banco, que também a olharia, assim puxariam uma conversa e se tornariam amigos. Por que isso? Porque geralmente as pessoas não conversam no ônibus coletivo, digo, os desconhecidos. As pessoas (e eu me incluo nisso, pois sou uma pessoa) sentam distante uma das outras e só se aproximam (até demais) quando a lata enche.
Quero dizer pra esse engenheiro que a ideia dele não funcionou, pelo menos comigo não. Sentei perto dessa moça pra ver qual seria minha reação.
- Han? Como assim?
Eu sou tímido, creio que vocês já sabem. Estou considerando três amigas leitoras, elas sabem. Então, sentando perto da moça, eu queria ver se eu conseguiria estar indiferente a isso, agindo normalmente. Não deu muito certo não. Olhei pro cobrador, pra outro passageiro da frente, pro motorista, pro cemitério, mas não olhei pra guria. Tá, olhei umas três vezes pros olhos delas, que se encontraram com os meus por milésimos de segundos, até eu desviá-los. É estranho você olhar pra uma pessoa e ela já estar te olhando. Pensei comigo: "puxa, moça, assim você tá dificultando as coisas".
Saltei do ônibus em frente ao colégio de muro azul e me dirigi ao cartório. Não, não fui me casar. Fui autenticar uns documentos pessoais necessários para fazer a inscrição no mestrado como aluno especial. (Eu sou especial, viu?!).
Imagem: http://angelinoneto.wordpress.com

Na volta, peguei o busão de novo e dessa vez, andei literalmente nele. Estava lotado e eu percebi que não é tão bom assim sentir o calor humano. Ainda bem que estava todo mundo perfumado. Fui pro fundo do ônibus, porque todo mundo sabe que o fundão é massa e, principalmente, porque quando a lata passa pelo viaduto da BR 277, dá um pulinho maneiro. É alegria de viver!
Desci no ponto certo e fui na lotérica. Estava lotada como sempre. Enquanto eu estava na fila, tinham alguns senhores conversando sobre o governo. Uma senhora conversou comigo...
- Conversaram com você, Joanir?!
- Sim, eu sei falar algumas palavras em português!
Pois é, eu não sou muito de falar, por isso escrevo. Ela disse que um dia chegaremos naquela idade em que poderemos passar toda a fila e ir direto ao caixa pagar nossa conta. Tomara que esse direito permaneça até lá. Tomara que eu chegue até lá!
Depois disso, fui tirar uma foto 3x4 na JR Fotografias, a melhorrr de Cascavel (Depois, favor me pagar comissão pela propaganda). Foi a primeira vez que eu saí bem apresentável numa fotografia dessa, ganhei meu dia com isso.
Quando cheguei em casa, começou a chover, sem lógica nenhuma, pois poucos minutos antes, não tinha nuvem nenhuma no céu. Cidade do interior é assim mesmo, fazer o quê?!
Então, esse foi um pedaço do meu dia. Até a próxima! E comentem, seus ingratos, não coloquei a caixa de comentários do facebook atoa!
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Apaga e esquece

domingo, 9 de março de 2014
Restando apenas mais três páginas de vida, ele decide parar de escrever. Não era pouca tinta na caneta, nem cansaço, nem falta de inspiração. Ele estava percebendo que era tudo um erro, que muito do que dizia naquele livro não era verdadeiro.
Não tinha importância no começo, algumas palavras bastavam para dizer o que sentia, mas com o tempo se tornou refém delas. Elas o fazia inventar estórias, criar situações e defender teses que nunca havia pensado antes. Não era ele que usava as palavras, mas as palavras que o usava e quando elas queriam. Apenas uma chuva era suficiente para elas - as palavras - tomarem conta do ser que se colocava a escrever, sem nenhum esboço.
Depois de algum tempo, ele tomou consciência de que estava servindo como meio para as palavras tomarem sentidos e servirem  de ponto de fuga ou refúgio para qualquer um que a lesse. Qualquer um, menos ele. Já não escrevia o que sentia. Um dia tentou pôr a prova isso. Ao início da primeira chuva, iria entrar nela, mas quando tentou, foi impulsionado a escrever, não conseguiu se aquietar enquanto não terminasse o texto. E quando terminou, já não havia mais chuva. Tentou por várias vezes, até que um dia conseguiu entrar nela, na chuva que sempre o inspirou a escrever. Esperou muito tempo sentir o que sentia nos seus forçados textos, fechou os olhos, tentou ouvir a tal canção que antes parecia se fazer nos seus ouvidos, mas nada disso aconteceu.
Nada aconteceu, de fato suas palavras não faziam sentido. Agora, tinha certeza de que elas nunca passariam do papel, que nunca se tornariam reais.
Imagem:http://www.meionorte.com
Parou de escrever faltando apenas três páginas para o fim. Não poderia prosseguir, que fim daria a uma estória que estava se desfazendo a cada novo pensamento? Ele pensou em jogar fora o livro, mas ficou com medo de alguém encontrar, então pensou em destruir nas chamas já acesas. Seria isso o melhor? Não, lhe veio outra ideia, apagar tudo! Assim, começou a apagar todo o livro, de trás pra frente, como se estivesse tentando voltar no tempo. Enquanto fazia isso, uma leve chuva caiu e o convidou para a última noite.
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A mulher que não falava - capítulo nove

quinta-feira, 6 de março de 2014
A despedida

Apenas assista ao vídeo se você tem acompanhado a trama.
Imagem: foto pessoal

Continua...
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Os céus

terça-feira, 4 de março de 2014
O homem gosta tanto do alto porque, naturalmente, ele não foi feito pra voar. Às vezes me pego olhando para os céus. Alguns, azuis limpinhos. Outros, de várias cores e com nuvens de formas variadas. E me imagino lá no meio das nuvens.
Mas, e se pudéssemos voar. Se, quando eu acabasse esse texto, eu pudesse abrir a janela e sair voando, será que a admiração pelos céus seria a mesma? Acho que não. Podemos andar, mas não observamos as paisagens a nossa volta. Ao contrário, quando há uma por perto, a transformamos num estacionamento, numa loja, num lugar qualquer. Não valorizamos aquilo que podemos alcançar.
Um dia, quando conquistarmos os céus, deixaremos de observar o pôr do sol.
Imagem: foto pessoal