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Andanças de busão

segunda-feira, 10 de março de 2014
Hoje, andei de ônibus coletivo na querida (ironicamente) cidade de Cascavel.
- Não, você não andou de ônibus, escritor, foi o ônibus que andou!
- Andei no ônibus sim, ainda não tenho o poder do teletransporte para aparecer já sentado no banco, pois Goku não me ensinou ainda.
Entrei no busão e sentei no banco (obviamente). Na minha frente, tinha um banco virado para mim com uma moça sentada. Até hoje não sei porque esse banco tem que ser virado pra trás. Suspeito que o engenheiro (de ônibus, existe né?!) pensou que colocando esse banco assim, forçaria a pessoa sentada nele a olhar pra pessoa sentada no outro banco, que também a olharia, assim puxariam uma conversa e se tornariam amigos. Por que isso? Porque geralmente as pessoas não conversam no ônibus coletivo, digo, os desconhecidos. As pessoas (e eu me incluo nisso, pois sou uma pessoa) sentam distante uma das outras e só se aproximam (até demais) quando a lata enche.
Quero dizer pra esse engenheiro que a ideia dele não funcionou, pelo menos comigo não. Sentei perto dessa moça pra ver qual seria minha reação.
- Han? Como assim?
Eu sou tímido, creio que vocês já sabem. Estou considerando três amigas leitoras, elas sabem. Então, sentando perto da moça, eu queria ver se eu conseguiria estar indiferente a isso, agindo normalmente. Não deu muito certo não. Olhei pro cobrador, pra outro passageiro da frente, pro motorista, pro cemitério, mas não olhei pra guria. Tá, olhei umas três vezes pros olhos delas, que se encontraram com os meus por milésimos de segundos, até eu desviá-los. É estranho você olhar pra uma pessoa e ela já estar te olhando. Pensei comigo: "puxa, moça, assim você tá dificultando as coisas".
Saltei do ônibus em frente ao colégio de muro azul e me dirigi ao cartório. Não, não fui me casar. Fui autenticar uns documentos pessoais necessários para fazer a inscrição no mestrado como aluno especial. (Eu sou especial, viu?!).
Imagem: http://angelinoneto.wordpress.com

Na volta, peguei o busão de novo e dessa vez, andei literalmente nele. Estava lotado e eu percebi que não é tão bom assim sentir o calor humano. Ainda bem que estava todo mundo perfumado. Fui pro fundo do ônibus, porque todo mundo sabe que o fundão é massa e, principalmente, porque quando a lata passa pelo viaduto da BR 277, dá um pulinho maneiro. É alegria de viver!
Desci no ponto certo e fui na lotérica. Estava lotada como sempre. Enquanto eu estava na fila, tinham alguns senhores conversando sobre o governo. Uma senhora conversou comigo...
- Conversaram com você, Joanir?!
- Sim, eu sei falar algumas palavras em português!
Pois é, eu não sou muito de falar, por isso escrevo. Ela disse que um dia chegaremos naquela idade em que poderemos passar toda a fila e ir direto ao caixa pagar nossa conta. Tomara que esse direito permaneça até lá. Tomara que eu chegue até lá!
Depois disso, fui tirar uma foto 3x4 na JR Fotografias, a melhorrr de Cascavel (Depois, favor me pagar comissão pela propaganda). Foi a primeira vez que eu saí bem apresentável numa fotografia dessa, ganhei meu dia com isso.
Quando cheguei em casa, começou a chover, sem lógica nenhuma, pois poucos minutos antes, não tinha nuvem nenhuma no céu. Cidade do interior é assim mesmo, fazer o quê?!
Então, esse foi um pedaço do meu dia. Até a próxima! E comentem, seus ingratos, não coloquei a caixa de comentários do facebook atoa!
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