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O cachorro ancião e a Vida

terça-feira, 18 de março de 2014
Hoje conheci um cachorro. Ele vive na casa em frente a minha. Nunca o tinha notado antes. Aliás, ultimamente não tenho notado muita coisa que acontece em minha volta. São tantas coisas para fazer que acabo me tornando individualista, me preocupando só comigo e não ajudando algumas pessoas que possam estar precisando de ajuda.
Depois de chegar da faculdade, fui comprar pão na padaria perto de casa, como lá não tinha pão, tive que voltar pra casa e na volta vi meu pai e ele falou para eu ir ajudá-lo a tirar um cachorro que estava preso numa valeta daqueles portão de correr. Eu lhe disse para chamar meu irmão, pois estava com pressa (tinha um curso logo mais e tinha que fazer um trabalho para entregar). No mesmo momento que falei isso, ainda andando, vi tudo em câmera lenta, me veio pensamentos à cabeça, ajudar ao próximo, ainda que esse próximo seja um animal. No mesmo momento parei, olhei em direção ao cachorro que estava preso, com as patas pra cima, vi nos olhos dele o cansaço, não tinha forças para se levantar, era um velho cachorro.
Imagem: http://www.downloadswallpapers.com
Não tinha ninguém na casa, o cachorro não conseguia nem chorar. Meu pai pegou uma madeira para que pudéssemos colocar em baixo do cachorro e levantá-lo, eu peguei-o pelas patas traseiras e com um pouco de sacrifício e gemidos do animal, conseguimos tirá-lo do buraco. Ele levantou, todo torto, com muita dificuldade, e saiu mancando em direção ao fundo, talvez envergonhado, quando era jovem, tinha forças para correr pra lá e pra cá, brincava com os filhos do dono, corria e latia para o cara do correio, e agora, depois de velho, mal conseguia se equilibrar e precisava da ajuda de estranhos para se levantar e viver, quem sabe, seus últimos dias.
Na hora, me deu uma vontade imensa de chorar, mas como nossa vida está corrida, levantei dali, voltei pra casa e continuei...  a viver.
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Comentário(s)
4 Comentário(s)
4 comentários
  1. Olá Joanir!
    Como o escreveste, e muito bem, a vida é uma corrida,deixando-nos a cada dia mais egoístas,sem pensar nos outros.Contudo isso pode mudar,dependendo de cada um de Nós. Essa tua experiência foi um sinal, da vida, que te porá a pensar quantas vezes for possível,até parares para pensar no próximo,(...).

    Desejo-te a continuidade de bons estudos e juventude,que nela aprendas a principal regra da vida;
    Amar sempre o próximo.
    Abraço

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    1. Obrigado, António, pelo comentário. Você tem razão, essa experiência é uma sinal da vida de que estamos aqui para ajudar o próximo.

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  2. Oi Joanir, a vida é demasiado curta para nos permitir interessar-nos por todas as coisas, mas é bom que nos interessemos por tantas quantas forem necessárias para preencher os nossos dias.
    Pobre animal!! Em sua juventude teve seus dias de glória,brincava, latia, e a velhice veio a ponto de precisar de alguém para tira-lo do buraco.
    Mas enfim, isto serve para nos seres humanos.
    Um dia iremos envelhecer, teremos dificuldades de locomoção tal qual esse cachorro ancião.
    Estamos nesse mundo para ajudar nas dificuldades dos outros também, basta equilibrar-mos nossa vida e a correria que vivemos.
    Abraços
    Madalena

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    1. Oi Madalena, você tem razão. Depois daquele dia, eu passei a refletir mais sobre as coisas a nossa volta. Estamos vivos para servir e isso faz bem pra todo mundo. Obrigado pelo comentário.

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