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Fui ao cabeleireiro

sexta-feira, 9 de maio de 2014
Todo mundo vai ao cabeleireiro. Opa, quase todo mundo. Eu fiquei quase quatro anos sem ir, até que no ano passado, lá pela última semana de setembro, passando por um estabelecimento, entrei e acabei com o jejum. Como é de se imaginar, meus cabelos estavam longos e em apenas alguns minutos, tudo aquilo se reduziu a quase nada. Mas eu gostei do resultado. Acho que fiquei mais apresentável.
Desde esse dia, já fui umas quatro vezes aparar a cabeleira. Cresce muito rápido esses fios encaracolados. Por isso, hoje fui mais uma vez ao cabeleireiro da Carlos Gomes, o mesmo de sempre. E assim começa a aventura. Falar a verdade, não é aventura nenhuma, nada de especial acontece, a não ser nos meus pensamentos.
A primeira etapa custosa é me decidir em sair de casa. Não gosto de rotinas, a não ser a de ficar em casa. Ter que ir mês sim mês não ao cabeleireiro não me agrada, assim como também não gosto de fazer a barba toda a semana. Bom, mas enquanto eles crescem, fazer o que né?!
Depois de decidido - eu vou! - é hora de pegar o ônibus. Fica um pouco longe, dá pra ir a pé, mas como Cascavel é uma cidade quente, chegaria ao cabeleireiro todo suado, então vou de ônibus e volto a pé. Não aconteceu nada além do normal hoje, a não ser que o buzão estava quase vazio. Passagem 2,50 ainda, estão dizendo que vai aumentar.
Desta vez o cabeleireiro (que já sabe o meu nome, mas eu não sei o dele, que vergonha) não conversou muito. Deve ter percebido que eu não sou muito de falar. Nem tentou. 
- O mesmo de sempre?
Sempre? Viu como podemos transformar quatro vezes em sempre. Papel social das palavras, em outro contexto o sempre representa anos, milênios, infinitos, etc. Mas neste caso, o sempre é desde a última semana de setembro do ano passado até o exato momento.
- Sim, social.
- Vai na máquina ou tesoura?
Medo de cabeleireiro
Imagem: http://www.masnaomediga.com
Não que eu tenha medo da máquina, mas aquele barulhinho incomoda, até mais que dois elefantes.
- Vai na tesoura mesmo.
Depois de tudo feito, voltei pra casa a pé. Coloquei os fones de ouvido, liguei uma lista de reprodução e caminhei, até que vi a Galinha Pintadinha no farol. Eu estava suando, imagina o cara que estava naquela fantasia, dançando, pulando, girando, etc.
Como o dia ainda não acabou, daqui a pouco terei que sair novamente. Prefiro assim, preciso mesmo andar pra lá e pra cá, é ruim ficar parado.
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