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17 outra vez - uma segunda chance

sábado, 28 de junho de 2014
Ontem à noite assisti no SBT ao filme 17 outra vez pela segunda vez. Não lembrava que já tinha assistido antes, mas valeu a pena rever esse ótimo filme. Basicamente, conta a estória de Mike (como sou péssimo para guardar nomes, pesquisei no oráculo Google), um estudante que participa do time de basquete do colégio, mas abandona tudo ao descobrir que sua namorada está grávida. Com essa "escolha", ele acaba perdendo a chance de ganhar uma bolsa em uma universidade.

Quinze anos se passam e encontramos o Mike num tedioso processo de separação. Não nos é apresentado o que ocorreu ao longo desses anos, mas fica explicito que tiveram uma boa vida casados com dois filhos, mas em algum momento, a frustração profissional de Mike acaba o afastando e levando a sua esposa a pedir divórcio.

Após uma discussão com ela, ele pega seu carro e vai para o seu antigo colégio e vê uma foto sua na equipe de basquete. Um faxineiro aparece na trama e diz conhecê-lo: "todos voltam ao colégio para lembrarem do seus tempos de glória, parece que todos vivem no passado", diz. Isso nos remete ao pensamento que temos de que o passado é sempre melhor que o presente. Talvez, porque não tenhamos certeza sobre o que o presente é. Já o passado, temos um distanciamento dele, logo podemos vê-lo com outros olhares, refletir e pensar no que poderia ter sido. Ao não termos um presente definido, caímos na frustração de não ter aproveitado melhor o que se passou.

O faxineiro questiona Mike supondo que provavelmente ele gostaria de viver aquele passado novamente. Mais tarde, Mike encontra esse faxineiro na beirada de uma ponte, como se fosse pular dela. Ele desce do carro e vai ao encontro do homem, mas ele já tinha se jogado. No rio, um redemoinho se forma e Mike cai nele. Quando retorna pra casa e vai se lavar, pois estava cheio de lama, se vê no espelho e está com a aparência de um menino de 17 anos.

Com isso, ele volta a estudar no seu colégio e se torna amigo de seu filho. Mike percebe que o menino é saco de pancada da equipe de basquete. Percebe também que sua filha namora um mal caráter. Passa então a rodear seus filhos - sem que eles saibam que ele era o pai deles - e frequenta a casa da sua esposa. É nesse ponto que ele percebe que esse seu regresso aos 17 anos não era pra mudar em nada o seu passado, mas sim, para se reaproximar dos seus filhos e da sua esposa.

Cena do filme: Dezessete outra vez
Imagem: reprodução

Aqui entra uma boa reflexão do filme. O tempo nos distancia - mesmo daquelas pessoas que vemos o dia todo. O diálogo se escassa, as pessoas deixam de se conhecer a fundo. Mike não sabia nada sobre os seus filhos, muito menos dos sonhos de sua esposa. Por que, muitas vezes, é preciso da intervenção de um outro para nos mostrar o que poderíamos ver com nossos próprios olhos? Mike, neste caso, era o outro. Ele pôde perceber que sua esposa o amava, mas queria o divórcio pois ele a pressionava sempre com questionamentos do que poderia ser se não tivesse largado o time de basquete. Os anos o fez esquecer que a escolha dele foi a melhor, que o amor vem sempre em primeiro lugar. Ele esqueceu que viveu feliz com ela por todo esse tempo.

Enfim, não contarei todo o filme, mas deixei aqui a mensagem que ele quis passar. Ultimamente, tenho recebido aqui muita visita de casais preocupados com um spam que está circulando pelo e-mail . O spam, relatado no post  'Oi amor, já estou em casa' se passa por uma tal de Andreia Rocha e faz-se parecer com uma pessoa que tem um relacionamento com o destinatário da mensagem. Algumas pessoas me mandaram mensagens preocupadas com isso, pensando que o cônjuge poderia estar tendo um caso com essa Andreia. No post, eu relato que não, que isso apenas é um spam, uma mensagem falsa. Estou dizendo isso agora, pois o filme me fez lembrar desse fato. As pessoas, principalmente os casais, precisam dialogar constantemente. A confiança também se conquista e deve ser merecida. Sei que um e-mail desse traz um desconforto, mas antes de tudo, deve-se conversar com o parceiro.

Bom, é isso, esse é um filme muito bom para se assistir acompanhado da pessoa amada. Até a próxima.
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