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Um papel de lembranças

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015
Hoje, encontrei em meio a muitas folhas, uma cópia de um texto qualquer.
O conteúdo da folha pouco me importava.
Procurei entre elas o vermelho.
A memória não me traía e talvez o tempo mantivesse intacta
a marca do beijo que você não me deu.
Quis ser, idiotamente, um papel quando o vermelho nele se selou.
Somente nossos olhos se encontraram; já estavam acostumados a isso.
Mas nossa boca nunca se conheceram; mesmo querendo.

O tempo, sim, apagou muita coisa.
Mas deixou um pedaço de memória.
Pude reviver, reconstruir aquele passado.
Rápido, e alegre.
Alegria mais rápida que o próprio tempo dela.

Caiu a noite.
Pude sentir o perfume, que na verdade tinha apenas cheiro de papel.
E a tristeza me veio quando lembrei que nunca terei o beijo.
Terei apenas o vermelho que desenha o selo que você deu.

Um coração desenhado com giz vermelho no papel.
Imagem: http://br.freepik.com

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