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A rua 13

terça-feira, 15 de março de 2016
Não é segredo nenhum que o número 13 não trás sorte. Basta observar o número do partido no poder que já podemos ver o tamanho do azar que temos. Mas, pior que isso era as coisas ruins que aconteceram na rua 13. Essa história quem me contou foi meu tataravô, que eu nem conheci.

Imagem: http://olhares.sapo.pt

Dia 13 de janeiro de 2013, um dia normal como qualquer outro, menos para o meu tataravô, que morava na rua 13. Ele tinha 13 anos na época. Você pode estar se perguntando como meu tataravô tinha essa idade nesse ano se eu já nasci, né mesmo? Te digo uma coisa: para de pensar nisso, isso é um conto, eu sou o narrador, é ficção, hoje é dia 13, então tá tudo certo.

Voltando ao caso. A rua 13 era igual essa página. Totalmente escura. Nada se via, apenas se escutava uma coruja desafinada cantando em Lá maior. Na verdade era um Lá único, quase um funk, com a vantagem de não ter palavrão nenhum.

A Lua era uma coisa redonda, como sempre foi, em todos os lugares. Mas, ali na rua 13, ela não iluminava nada. Nadica mesmo

E foi nesse ambiente estranho que as coisas aconteceram. Nesta rua macabra, caminhava a jovem Rosicleidy. Ela ia se encontrar na casa do meu tataravô. Eram amigos desde a primeira série. Ela andava devagar, assim como todas as Rosicleidys que conheço, que são só uma. E nesta lentidão toda, com a coruja cantando funk e a Lua não iluminando nada, Rosi, sentiu que alguém a estava seguindo.

Tentou apressar os passos, mas as suas pernas estavam endurecendo, assim como seu medo estava aumentando a cada chinelada no asfalto. 

Enfim, ela chegou na casa do meu tataravô (eu ainda não inventei um nome pra ele, desculpem-me). Ela estava vermelha, com medo, tremia igual a câmera do meu celular. Disse que tinha alguém ali na rua. E meu jovem tataravô, não acreditando muito em coisas que davam medo, e querendo provar qualquer coisa com coisa nenhuma para a Rosi, pegou seu cabo de vassoura quebrada, uma lanterna e pôs-se no meio da rua. Rosi continuava tremendo.

- Não tenha medo, ó Rosi, pois eu a salvarei de todo o perigo!! - Gritou meu tatara.
- Calaboca, idiota, eu preciso trabalhar amanhã cedo!!!! - Berrou o vizinho da casa da frente.

Mas isso não intimidou meu tatara, não. Ele ligou o modo ultra da lanterna (seja lá o que for isso de modo ultra) e ficou apontando pra todos os lados da rua. Detalhe, como ele era novinho, a mãe dele não deixava ele se afastar nem 13 metros de casa, então ele fez essa olhadela na rua apenas nesses 13 metros.

- Rosi, tem algo aqui, Rosi. Vem ver!! - Bradou ele.
- Eu, não. Eu tô com medo. - Rosi era valente também, mas só de dia.
- Não tema, minha querida!! - Galanteou meu tataravô num tom romântico (eita que orgulho dele).
- Querida o que... Só Rosi mesmo. - Respondeu a malvada Rosi.

Meu tatara então entrou na sua casa e os dois foram pro quarto estudar equação de segundo grau. E foi aí que começaram definitivamente os problemas:

- Onde está o valor de X????? - Gritou, Rosi, como se o mundo estivesse acabando.
- Calma, coração!!
- Coração é uma ovaaaaa!
- Oxe, pera aí. Vamos encontrá-lo. Para isso temos o Google, poxa!

Rosi se acalmou. Ligaram o computador, leram uns negócios na Wikipedia e o valor de X foi localizado. Adivinhem onde ele estava?

Isso mesmo, ele estava na rua 13. Era esse valor que seguiu a Rosi quando ela estava indo pra casa do meu tataravô.

Eles encontraram o valor de X e viveram felizes até a próxima prova. Nossa história não acaba por aqui. Na próxima prova, a professora Francis, que era a professora de matemática pediu para eles estudarem sobre sistemas de equações. Nossos dois queridos personagens ficaram um pouco animados com isso, mas teriam muitos estudos pela frente.

E aí, o que será que vai acontecer com os dois? Será que meu tataravô vai ganhar um nome na próxima vez que eu escrever sobre ele? Será que os dois pombinhos se gostam? Haverá uma friendzone aí no meio? Descubra isso e muito menos no próximo conto. Até lá, pessoal!!

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