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A missão

sexta-feira, 10 de junho de 2016
Confira neste post minha incrível missão noturna de ir no mercado comprar algumas coisas para casa.

Imagem: http://www.assombrado.com.br

Pra quem me conhece, sabe que odeio ir no mercado. Falar a verdade, só a minha família mesmo que sabe disso, até porque não é muito normal eu sair por aí ou na casa dos meus amigos e falar:

- Oi, sabia que eu não gosto de ir em mercado, supermercado e derivados?
- E eu com isso? - Provavelmente me responderiam.

Também não tem sentido eu estar contando isso aqui, mas estou fazendo exatamente isso. Eu não gosto de ir em mercado!

Pode ser mais pequeno que o meu quarto. Pra mim dá no mesmo. O mercado é um casarão gigante só com quatro paredes, cheio de corredores formados por estantes repletas de produtos. Eu fico perdido. Não faço ideia de onde o estrato de tomate está. Não sei se o macarrão está à esquerda. É confuso.

Aí eu me pergunto, e te pergunto também, caso você queira responder: por que, em pleno século XXI, não inventaram um mapa ou GPS pros supermercados? Será que ninguém percebeu que esses lugares são confusos? Quantas crianças a mais se perderão neles para que alguém ponha a mão e a mãe na consciência? Essas indagações tomaram minha mente neste dia.

Hoje, fui incumbido de ir num mercado aqui do bairro. Era visível no meu rosto vermelho pelo frio que eu não queria ir, mas tive que ir. Chorar e espernear aos 25 anos não adiantaria de nada. Fui! Entrei pela porta, pois não tinha janela.

Com o meu celular, olhei a lista do que tinha que ser comprado. Era pouca coisa. Fui direto pra geladeira, pois ainda não tinha tomado coragem de me adentrar nos corredores estantais. Na geladeira, peguei a margarina, presunto e queijo. Pra não deixar de ser chato, conferi a validade deles pra ver se já não tinham passado.

Agora eu precisava do macarrão. Pra minha alegria, ele estava debaixo do meu nariz (não literalmente, claro). Mas, pra minha tristeza, o estrato de tomate estava foragido.

Olhei pros lados, pra frente, pro teto, e nada dele. Avistei uma alma viva e perguntei, como quem não quer nada, onde poderia estar este estrato.

- Pergunta lá no posto Ipiranga. - Pensei.
- Cala boca, pensamento! - Respondi pro meu pensamento, como se isso fizesse sentido.
- Tá ali naquele corredor! - Disse-me a boa alma, apontando.

Agradeci e me dirigi ao escuro corredor. Ouvi vozes enquanto trafegava por ali. Pensei em voltar, mas não dava. Me despedi mentalmente dos meus familiares, porque vai que eu ficasse perdido por lá e nunca mais fosse encontrado. Olha que isso acontece muito nos mercados deste mundo. Finalmente cheguei na prateleira onde estavam os estratos. Peguei um e saí correndo pro caixa.

Paguei, saí pela porta e fui pra casa. Em casa sim, entrei pela janela, pra fazer um parkour legal. Quase quebrei a perna e o vidro.

Na cozinha, pedi pra minha mãe fazer o unboxing do que comprei pra conferir se tava tudo certo. Fui aprovado na missão.

Agora, pretendo voltar sozinho num mercado só no ano dois mil e nunca. E que até lá, já tenham inventado um GPS pros corredores dos mercados com satélite dedicado. Até mais!
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